Fechamento: Ibovespa Cede e Dólar Oscila Forte com Tarifas dos EUA e IPCA de Junho (10/07/2025)
- The News Top

- 10 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 12 de ago. de 2025
dia 10 de julho de 2025 foi de alta tensão e volatilidade nos Mercados Financeiros,

tanto no Brasil quanto globalmente. A principal manchete do dia foi, sem dúvida, o anúncio de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que reverberou por todo o cenário econômico. O mercado doméstico também digeriu o importante resultado do IPCA de junho.
Fonte ; Marcelo R. Santos / Redação ; The News Top
Aqui no Financial Point News 24 Hs, trazemos um panorama completo do que movimentou o dinheiro dos investidores hoje.
Brasil: Impacto Direto das Tarifas e IPCA Acima do Esperado
O mercado brasileiro sentiu o peso das notícias vindas de Washington.
Ibovespa em Queda: O principal índice da nossa bolsa, o Ibovespa, encerrou o dia em queda de -0,54%, fechando aos 136.743,26 pontos. A ameaça de tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros, anunciada pelo presidente Donald Trump e com previsão de entrada em vigor em 1º de agosto, gerou uma forte aversão ao risco. Empresas exportadoras, em especial dos setores de aço, agronegócio e manufatura (como Vale e Embraer), foram as mais penalizadas, com investidores temendo o impacto direto em seus lucros.
Dólar Volátil: A moeda americana teve um dia de montanha-russa. Após disparar e superar a marca de R$ 5,58 no pico do pregão, o dólar comercial fechou em R$ 5,54, registrando uma queda de -0,58% em relação ao fechamento de ontem. Essa volatilidade reflete a incerteza gerada pelas tensões comerciais e a busca por ativos considerados mais seguros em momentos de crise.
IPCA de Junho: No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho de 2025 foi divulgado, marcando uma alta de 0,24%. Este resultado ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu 5,35%. Esse número, que permanece acima da meta de inflação do Banco Central (3% com tolerância de 1,5 p.p.), adiciona pressão sobre as futuras decisões do Copom em relação à taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.
Estados Unidos: Bolsas em Alta Apesar das Tensões.
Enquanto o Brasil lidava com o impacto direto das tarifas, as bolsas americanas surpreenderam com um dia positivo:
S&P 500: Fechou em alta de +0,27%, atingindo 6.280,46 pontos.
Nasdaq: Apresentou um desempenho ainda melhor, com alta de +0,09%, fechando em 20.630,66 pontos, um novo recorde histórico de fechamento.
Dow Jones: Também registrou ganho, com alta de +0,43%, aos 44.650,64 pontos.
O otimismo nas bolsas americanas pode ser atribuído, em parte, à queda dos juros futuros nos EUA, que tende a favorecer o mercado de ações, mesmo em meio às preocupações com a guerra comercial.
Destaques e Perspectivas
O anúncio das tarifas de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros, justificado por Donald Trump por questões comerciais e pela perseguição política do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi o principal catalisador do dia. A reação do presidente Lula, que afirmou a soberania do Brasil e a intenção de responder com base na Lei de Reciprocidade Econômica, além de contestar o suposto déficit comercial, indica que as tensões podem persistir.
O mercado global permanece atento às negociações comerciais e a quaisquer novos desenvolvimentos nas relações entre
EUA e Brasil, que certamente continuarão a influenciar o cenário financeiro nos próximos dias e semanas.
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